TAURUS X GLOCK

Várias pessoas continuam a acreditar que existe um complô para prejudicar a Forjas Taurus, mas a verdade é que a Taurus é a empresa que impede a entrada de outros fabricantes de armas no Brasil. A Taurus financia parlamentares, contrata Generais aposentados e faz o que for preciso, inclusive imoralidades para se perpetuar como fornecedora de armas para as policiais brasileiras e também para obrigar o cidadão a comprar suas péssimas armas.
Você que entende um pouco de arma, você acha que uma Taurus se compara a uma Glock?
Veja o texto abaixo da revista ISTOÉ, para saber até onde vai a vontade da Taurus de prejudicar o consumidor, impedindo que produtos de qualidade possam ser vendidos no Brasil.

TAURUS X GLOCO plano secreto do Exército para fabricar armas.
Comandantes militares costuram acordo de US$ 30 milhões com a multinacional austríaca Glock. A idéia é montar uma linha de produção de pistolas para exportação em Minas Gerais e dividir o mercado mundial de armamentos
Por Hugo Studart e Hugo Marques
O Brasil entrou para o epicentro de uma batalha secreta pelo mercado internacional de armamentos. A disputa envolve a indústria brasileira de pistolas Taurus, marca tradicional, dona de um terço do mercado americano de armas leves, e a austríaca Glock, fábrica de pistolas que mais cresce no mundo por conta de uma característica especial. Produzida em um material plástico que, rege o mito, permitiria atravessar o raio X dos aeroportos e o detector de metais dos bancos, a Glock se tornou ícone de poder entre terroristas e bandidos de toda sorte – mas também a arma predileta dos policiais que os combatem. Nos Estados Unidos, a Glock partiu para cima da Taurus com uma agressiva política de merchandising. Tom Cruise, em Missão impossível III, empunha uma Glock. Tommy Lee Jones, em O fugitivo, vai mais longe e obriga seu parceiro a jogar uma Taurus no lixo e comprar uma Glock. No Brasil, essa disputa virou uma batalha encarniçada com lobbies, pressões políticas e liminares judiciais – tendo o Exército no meio do fogo cruzado. A Glock quer instalar no Brasil uma fábrica de pistolas para exportação. “Será a fábrica mais moderna do mundo, totalmente digitalizada”, promete Luiz Antônio Horta, presidente da Glock Latin America. “Mas o lobby da Taurus não está deixando o projeto andar”, acusa.
A idéia reinante na matriz da multinacional austríaca é reservar para si os mercados da Europa, dos Estados Unidos e do Japão, deixando para a filial brasileira América Latina, África, Oriente Médio e parte da Ásia, o que inclui os filões Índia e China. Isso porque a legislação européia não permite a venda para países em conflito. Ou seja, caberia aos brasileiros fornecer tanto para as democracias, como Chile, como também para os “mercados cinzentos”, onde se incluem governos ditatoriais, grupos rebeldes e até máfias. “Queremos fabricar 300 mil armas por ano”, informa Horta. Mas a Glock precisa da autorização do Exército. E foi aí que o Alto Comando da Força elaborou uma contraproposta ousada. Documentos a que ISTOÉ teve acesso com exclusividade revelam que o Exército propôs a divisão do planeta com os austríacos. O Hemisfério Norte seria reserva de mercado da Glock Áustria; já o Hemisfério Sul, seria totalmente controlado pela Glock Brasil. O Exército exige ainda que a Glock faça uma joint venture com Indústria de Material Bélico do Brasil, a Imbel, estatal que na década de 80 foi um dos carros-chefe das nossas exportações. Tem mais. Pela proposta, os austríacos fariam 100% dos investimentos, de US$ 30 milhões iniciais, mas entregariam para a Imbel 50% dos lucros. “A produção deverá, nos primeiros três anos, destinar-se exclusivamente ao mercado externo”, propõe em documento o general Albano do Amarante, presidente da Imbel. Em resposta, a Glock escreveu que não aceita “a divisão do mercado mundial” da forma proposta. Quer mais. “Até mesmo porque, a priori, exclui fatias importantes do mercado americano, como todo o Caribe e a Venezuela”, escreveu Horta. No ano passado, Gaston Glock, fundador da indústria, veio em pessoa conversar com o comandante do Exército, general Francisco Albuquerque, para tentar um acordo. “As negociações estão em aberto”, avisa o general José Rosalvo de Almeida, diretor de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército. É ele quem assegura: “A Glock é muito bem-vinda ao Brasil, pois traz nova concorrência e novas tecnologias.”

taurus perigo
Mas porque a Glock ainda não conseguiu montar sua fábrica no país? O general diz que a empresa austríaca, na última contraproposta, sugeriu construir a fábrica em seis anos. Neste período, importaria 25 mil armas por ano. O Exército acha que isso fere os interesses nacionais, pois abasteceria quase todo o mercado de armas leves do País com pistolas fabricadas na Áustria. “Queremos ser um país produtor, não um importador”, diz o general.
Na direção contrária, a Taurus, que seria a grande perdedora com o acordo, também se movimenta. Para pressionar o Exército a cozinhar a Glock em banho-maria, a empresa brasileira contratou um general da reserva, Antônio Roberto Terra. Sua missão é convencer os militares brasileiros sobre a importância de preservar a indústria nacional no setor. Além disso, a Taurus tem investido na formação de uma bancada de políticos aliados – doou oficialmente R$ 353 mil às campanhas de 12 candidatos, entre eles o ex-deputado Roberto Jefferson. Enquanto isso, a Glock, que tenta há seis anos entrar no País, avança pelas beiradas. Conseguiu vender há um ano 200 pistolas para os seguranças do Palácio do Planalto e, recentemente, cinco mil armas para a Polícia Federal. “É nossa vitrine”, festeja Horta. Dias atrás, no mais recente embate, a Taurus entrou com uma liminar na Justiça Federal em Brasília para impedir que a Glock efetive a venda à PF – e ganhou. Por lei, somente empresas nacionais podem vender para órgãos públicos. Neste momento, a Glock está no contra-ataque. Enviou um dossiê ao Ministério da Defesa e ao Exército, acusando a Taurus de usar o monopólio para vender armas ao governo a preços superfaturados. As polícias de países vizinhos, como o Equador, comprariam Taurus por US$ 305, sem imposto. No Brasil, a mesma pistola seria vendida por US$ 620 – enquanto a Glock promete entregar por US$ 440. Procurada por ISTOÉ, a direção da Taurus não se pronunciou.
http://www.istoe.com.br/reportagens/23287_O+PLANO+SECRETO+DO+EXERCITO+PARA+FABRICAR+ARMAS

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18 comentários sobre “TAURUS X GLOCK

  1. Bom dia usuários da Taurus

    Sou Alexandre Fernandes de Castro, Policial Militar do Estado de Goiás, e no dia 13 de fevereiro de 2013 por volta das 18:00 horas encontrava-se de serviço armado com uma Pistola Taurus PT 99AF calibre 9m.m, e ao entrar em uma sala, minha arma caiu sob o piso e disparou de baixo pra cima acertando minha perna direita na parte interna na junção do fêmur com a tíbia, causando fratura por completo na ponta do fêmur, nisso fui socorrido ao hospital de base em Brasilia, depois fui encaminhado para o Hospital das Forças Armadas, ocorre que devido a gravidade da lesão fiquei com sequelas permanentes, fora outras doenças decorridas do trauma, como escoliose, artrose.
    Hoje sou um Oficial de Policia que tinha uma carreira a trilhar, devido a minha deficiência perdi todos os critérios para galgar postos na carreira militar, não posso locomover, correr, fazer atividades físicas, coisas básicas como brincar com meu filho, dentre outros lazer.
    Já fiz vários contatos com a Taurus, na condição de consumidor, e nunca fui atendido, passei vários emails e sequer fui respondido, então esse desabafo é para os senhores usuários, que utilizam armas da taurus muito cuidado, estamos cheios de vítimas temos um grupo de 18 usuários vitimas igual a mim, fora os mais variados exemplos de videos que qualquer um pode ter acesso no youtube.
    Se algum usuário vitima como eu quiser juntar-se a nós e expor seu caso estamos à disposição no email: alexandrecastro07@hotmail.com

    ou no Whatssap; 62 92847055

    temos a seguinte página: https://vitimasdataurus.com/
    canal no youtube de vários incidentes de armas com defeitos: https://www.youtube.com/channel/UCY7_T1MoSqn37u0eyAezRkQ

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  2. Patético.A Glock vai continuar no resto do mundo e esse país atrasado vai continuar com seus monopólios e delírios de grandeza como sempre.Dividir o mundo com a Glock?Piada?O que esses generais sombra e água fresca, já fizeram por ela ou pelo país?E que matéria mais tendenciosa a dessa revista, como se a Glock tivesse no mesmo nível de uma porcaria que nem a Tauros e precisasse manipular via propaganda .

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  3. Taurus é uma desgraça e vergonha nacional. Pistolas podres, de péssima qualidade, perigosas e jamais confiáveis. No máximo o que presta são os revólveres, mas da até vergonha de dizer isso com toda essa canalhice por parte da empresa a fim de manter o seu monopólio.

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  4. HAHAHAHAHAHA
    A GLOCK DIZ FAZER 300.000 POR ANO
    A TAURUS FAZ 80.000 POR MES E TA CAGANDO E ANDANDO PRA A CPI PQ VENDE ARMAS PARA 70 PAISES E NAO TA NEM AE PRA ESSE SITE OU QUALQUER TENTATIVA DA GLOCK ENTRAR NO PAIS !!!

    MAL OS GUERRERO IMAGINAM QUE O POLIMERO DA GLOCK VEM DA CHINA!!!
    KKKKK

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  5. Quando a Polícia Federal adquiriu as pistolas Glock como padrão, na época foi adquirido por R$ 500 reais salve engano, e o mesmo preço foi ofertado as polícias estaduais, pelo menos para Polícia Militar do Paraná foi. Houve pressão por parte da Taurus, mas felizmente quem compra o armamento da Polícia Federal é um abençoado e possui grande conhecimento técnico na área, prova disso é possuirmos pistolas Glock, submetralhadoras e fuzis de assalto da HK (Heckler&Koch) marca adotada pelas melhores forças policiais do mundo, equipamentos óticos Eotech e assim por diante.

    Mesmo com as falhas nas armas Taurus amplamente divulgadas, misteriosamente, são adquiridas pelas polícias estaduais até hoje. Eu, quando policial militar do Paraná tive minhas experiências negativas tanto com a PT 24/7 como com a MT 40, na 24/7 nunca conseguia esvaziar um carregador sem dar pane e a MT40 explodiu na minha cara. Sem contar que quando chegaram os primeiros lotes de pistolas em .40 da Taurus, muitas chegaram até as mãos dos policiais sem percursor.

    Mas não é só a Taurus, também ficamos reféns da CBC (unica que vende munição no Brasil).

    Até quando policiais vão continuar morrendo por falha no equipamento de segurança principais deles, suas armas funcionais? E sem outra opção de compra? Não podemos comprar uma arma importada, que absurdo. Infelizmente neste país, a vida de policiais não possui valor algum.

    Eu possuo legalmente em meu nome, uma Glock 22 e também uma Glock 19 funcional, pois não confio em armas Taurus pelas experiências que vivenciei como policial ao longo de 17 anos de serviços.

    Um amigo armeiro até brinca dizendo, que se não fosse a Taurus, ele estaria sem emprego.

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  6. Ridiculo esse pessoal da veja falar que armas atravessam raio x e detector de metais . Armas tem metal nao interessa se sao feitas 99.00% de plastico . o ferrolho e o cano tem que ser feitos de metal !

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  7. ”Produzida em um material plástico que, rege o mito, permitiria atravessar o raio X dos aeroportos e o detector de metais dos bancos, a Glock se tornou ícone de poder entre terroristas e bandidos”.
    Não é preciso ser um especialista para perceber que essa afirmação não faz sentido algum.Desde quando uma arma de FOGO é feita 100% de plastico para passar no detector?e o projetil?
    Por mais que grande parte da arma (no caso Glock) seja feita de um polímero/plástico, partes essenciais precisam ser de metal(cano, mola, etc..).

    + https://www.youtube.com/watch?v=ydKTGU0c–U

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  8. Boa noite senhores, gostaria de lhes falar que a Taurus mantém um monopólio de vendas e preços: em outubro uma pt 640 pro custava 2777.45 em março 3777.50 e em julho paguei 4140.40 isso é um absurdo, liguei e me falaram que era por causa dos impostos, mas sempre
    é assim colocam a culpa no governo.

    Curtido por 1 pessoa

  9. eu ja ouvi falar que a glock queria se instalar aqui, ja faz mais de dez anos, e que prometia que venderia mais barato do que as que tem aqui, mas até agora,…, a intenção do exercito não é ruim, mas proibir a importação não sei se funciona pra tentar agilizar essa negociação, a glock não deve importar muito pra cá visto a dificuldade de se comprar uma arma aqui..

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